Cores

Tudo na natureza tem sua própria tonalidade. Associamos objetos às cores quando dizemos que o sol é amarelo, a árvore é verde e a maçã é vermelha. Na realidade, não temos palavras suficientes para definirmos milhares de tonalidades existentes mas dispomos de muitas sensações perceptivas ao nos depararmos com elas.
Avaliar as diferenças do ponto de vista cromático significa aprender a entender as cores. Quanto mais se aprende a representar, mais se aprende a olhar e vice-versa. A natureza nos dá inúmeras possibilidades de escolha entre as muitas paletas e materiais disponíveis.
Um tema é expresso como resultado da forma subjetiva como vemos, bem como das características do material escolhido na representação. A aquarela passa a ideia de transparência, delicadeza. A têmpera aplicada no mesmo tema, vai dar uma consistência mais encorpada, forte e definida. Já o desenho a lápis, a forma pode ser diluída, se tornando cada vez mais clara.

Bons resultados cromáticos podem ser obtidos com a observação cuidadosa do objeto a ser representado. Procure um objeto ou objetos que tenham uma boa relação claro-escuro. Estudos podem ser feitos usando fotografias, criando versões variadas com diferentes paletas. Com uma paleta quente, o desenho adquire calor e vida, com atmosfera de verão. Com uma paleta fria, a atmosfera lembrará outro período do dia em outra estação. Produtivo observar atentamente as sensações comunicadas por escolhas cromáticas diferentes. Um resultado específico pode ser obtido usando somente as cores puras, criando contrastes que darão maior vivacidade ao desenho. As cores puras são mais contrastantes, produzindo um impacto visual mais movimentado. Usando diferentes tonalidades é possível interpretar de formas diferentes o mesmo tema. A função do artista é captar em qualquer tema a possibilidade de expressão e comunicação. A classificação das cores é motivo de estudo desde a antiguidade.

Uma caixa de lápis de cor é um ótimo material para aprender a conhecer as cores. Exercitando a formação de uma paleta gradativa, separando os tons quentes dos frios. Amarelos, laranjas, vermelhos e marrons remetem à luz do sol, enquanto verdes, azuis e violetas lembram a sombra. A coloração própria dos pigmentos se dá pela reflexão da luz e corresponde à quantidade de luz que não é absorvida pela sua própria matéria.
Infinitas gradações podem ser obtidas com lápis de cor, imprimindo uma pressão diferente sobre a folha de papel, podemos ir do mais escuro (cor saturada) ao mais claro (cor diluída). As três cores primárias: amarelo, vermelho e azul, combinadas, produzem todas as outras. Os tons de verde, laranja e violeta, dependem da intensidade utilizada nas primárias. São as chamadas secundárias e são complementares. Violeta complementar em relação ao amarelo, porque é formado pelas duas primárias, o azul e o vermelho. O verde é complementar do vermelho e o laranja, do azul.

As tonalidades trespassam continuamente umas às outras, parecendo indefiníveis e fugazes. Com a ajuda da tecnologia, é possível obter resultados previsíveis para determinado projeto.
Existe um programa da Adobe chamado Kuler, que permite um rápido estudo de cores para um projeto. Na aba Explorar você encontrará inúmeras combinações de paletas que podem ser usadas para projetos em vitral. Essas combinações harmônicas são de grande utilidade para o artista. A otimização do tempo, de cada fase de um projeto, pode acelerar a produção, principalmente quando existe a necessidade de se produzir vários vitrais ou um vitral de grandes dimensões. Teste as paletas, exercite reproduzir a cor que aparece na tela do computador em sua paleta física, no estudo de cores feito para o vitral. Esse exercício amplia a percepção das cores, afina o olhar para os diferentes matizes que compõe o projeto e proporciona resultados finais previsíveis.

VÍDEOS – CORES

Para acessar mais vídeos didáticos sobre cores, clique no link: Color Wheel. Verifique legendas e tradução nas configurações do vídeo.

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